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Desmistificando a psiquiatria

Tratar um paciente com transtorno psíquico vai além da doença, é trazer de volta sua plena capacidade de ser feliz.

O que mais me encanta nessa profissão é saber que trato o mais profundo sofrimento humano, e tenho a oportunidade de ajudar meu paciente a recuperar o que lhe é mais valioso: a capacidade de ser feliz.

Nenhuma outra profissão me daria tanta satisfação, pois tenho o privilégio de cuidar do que é essencial para o ser humano: o seu equilíbrio emocional.

Saúde Mental

1- Tratamento Medicamento
2- Psicoterapia
3- Alimentação Equilibrada
4- Atividade Física
5- Hobby
6- Férias/lazer
7- Respiração
8- Espiritualidade

1– Medicamento- Procure a avaliação de um psiquiatra se perceber que suas queixas emocionais estão mais intensas e/ou duradouras que o habitual. Diminuição do desempenho profissional, falta de energia, ânimo e prazer, má qualidade de sono e falta de paciência podem ser alguns sinais patológicos.

2– Psicoterapia- O auto – conhecimento, reforçar seus valores, aprender a lidar com os problemas da vida e com conflitos internos são fundamentais para o bom funcionamento psíquico.

3- Alimentação Equilibrada- alimentos saudáveis, antioxidantes, são importantes anti-inflamatórios naturais para prevenir o adoecimento cerebral.
4- Atividade Física- estimula o funcionamento de circuitos neuronais importantes para o bem estar e bom humor, como os da endorfina, dopamina e serotonina, além de ajudar a melhorar a oxigenação cerebral.

5- Hobby- Estimular práticas geradoras de prazer equilibra o sistema de recompensa do cérebro, regula o sistema dopaminérgico. Importante para controlar compulsões alimentares, e outras compulsões prejudiciais à saúde.

6- Férias/Lazer- o cérebro não pode trabalhar com demanda excessiva por muito tempo, é importante períodos de descanso para não entrar em exaustão psíquica.

7- Respiração- é uma importante atividade para o controle da ansiedade, enquanto a inspiração estimula o sistema simpático para a ação, à expiração estimula o parassimpático para gerar tranquilidade à mente, a perfeita sincronia da respiração leva a sensação de equilíbrio.

8- Espiritualidade- a fé é uma importante função cerebral, que gera energia, disposição e melhora o funcionamento geral do organismo, independente da religião.

Depoimentos

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" Em 2016 tive um câncer linfático e meu objetivo era ficar bem emocionalmente durante o tratamento e curada o mais rápido possível. Assim procurei ajuda na psiquiatria, sem preconceitos. Fiz os tratamentos, desde então, e já estou curada do Linfoma e equilibrada emocionalmente.
Agradeço a Deus e aos médicos que tanto me ajudaram."

Ana C C S 19 de setembro de 2017

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Para decidir procurar ajuda de um profissional psiquiatra, é preciso a priori desprendimento. Desapegar-se dos conceitos e preconceitos enraizados em nossa mente deturpada por influencia de uma sociedade quase que doentia e escravizadora como a atual. Mas, quer queiramos ou não, é inseridos nessa sociedade que vivemos nossas experiencias sociais, profissionais, culturais e etc. Para viver bem precisamos encontrar o nosso equilíbrio físico, mental, espiritual e psicológico. E quando perdemos esse equilíbrio por uma razão ou outra é que corremos um sério risco de entrar em depressão. Precisamos então procurar ajuda de um profissional psiquiatra que sempre pode e vai nos ajudar muito, nos aliviando esta dor terrível provocada por uma depressão. Havia vinte anos atras resolvi procurar um psiquiatra para me tirar de uma forte depressão. Ainda hoje faço uso desse recurso, e fico feliz por poder contar com o auxilio de uma psiquiatra para me ajudar a me entender comigo mesmo!

J.C.M.S 24 de abril de 2017

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Quando fui diagnosticada com pânico e depressão fiquei chocada, procurar ajuda de um psiquiatra nem pensar! Quanto preconceito e falta de conhecimento. Depois de lutar por anos com muitas crises, resolvi buscar ajuda e fazer um tratamento, como foi bom recuperar minha capacidade para o trabalho, ter minha alegria de volta, me arrependi de não ter procurado ajuda antes.

Minha avó não teve essa oportunidade e por isso tirou a própria vida. Sou grata a Deus por poder ter acesso ao tratamento e viver bem.

M.A.T 24 de abril de 2017

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Quando procurei tratamento psiquiátrico tinha muito preconceito, mas tive que vencê-lo. Quando comecei a melhorar usando as medicações todos me diziam para parar porque só dependia de mim. Fiz isso, parei e o quadro voltou piorar. Engraçado ninguém fala para um diabético ou cardiopata que só depende dele. A depressão é uma doença como qualquer outra.

T.P.G, 32 anos 10 de abril de 2017

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Até que enfim, depois de muitos anos em tratamento com neurologista, um deles me aconselhou a procurar um  psiquiatra.Até 1979 quando perdi o meu filho mais velho com 22 anos assassinado num assalto eu não sabia o que era depressão e sofrimento na minha vida. Nunca mais consegui dormir e  a vida  para mim estava acabada apesar de ter 3 filhos menores para cuidar. Achei que estava  ficando louca de tão mal que sentia. Procurei tratamento e agora depois de 2 anos de tratamento estou me sentindo melhor.

S - 80 anos 6 de abril de 2017

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“Até hoje não conto para ninguém da família ou do trabalho que faço tratamento para bipolar, pois acredito que as pessoas não tem esclarecimento suficiente sobre o assunto e podem me julgar.  Mas o mais importante é que estou bem e minha vida melhorou muito após eu aceitar o tratamento, não quero ter recaídas nunca mais”.

FKS, 40 anos Jornalista 13 de março de 2017

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“Tenho TOC desde os 10 anos de idade, mas meus pais sempre foram contra medicações ou tratamentos psicológicos. Durante a faculdade isso se agravou muito, até eu não conseguir mais sair de casa e reprovar o ano, foi então que superamos o preconceito e fomos procurar tratamento. Hoje estou bem controlado, mas acho que se tivesse procurado tratamento antes não teria sofrido tanto.”

VBG, 23 anos Estudante de direito 13 de março de 2017

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“Sempre soube que havia algo muito grave no meu humor, mas fui tentando esconder de todos, até que não suportei o falecimento da minha mãe, aí não consegui segurar mais, me afundei numa depressão profunda e resolvi procurar ajuda, devia ter feito isso muito antes”.

JCV, 41 anos Médico 13 de março de 2017

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“Sempre gostei do meu trabalho, tinha muito orgulho dos meus excelentes resultados, e de repente passei a ficar insegura,  ansiosa o tempo todo, já não conseguia dormir, até que passei a ter crises de ansiedade pela manhã e não conseguia mais ir trabalhar, quase pedi demissão. Fiz tratamento e ainda bem que não fiz essa besteira, eu estava doente e não sabia”.

MVP, 40 anos Gerente de banco 13 de março de 2017

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“Senti muita culpa por não estar feliz quando minha filha nasceu, foi tudo tão desejado, ela era perfeita e porque eu estava me sentindo tão mal? Felizmente minha cunhada percebeu que era depressão pós-parto e deu tempo para me tratar e curtir minha filha”.

CBT, 32 anos Administradora de empresa 13 de março de 2017

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“A primeira vez que tive Pânico achei que ia morrer, ia várias vezes ao PA, muitas vezes de madrugada, fui ao cardiologista, pneumologista, neurologista, não tinha ideia que era um problema psiquiátrico, minha vida virou um inferno, não saia mais de casa, foi um grande alívio quando o tratamento deu certo.”

JCB, 22 anos Estudante de arquitetura 13 de março de 2017

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“Chorei muito na minha primeira consulta, em parte porque estava depressiva e por outro lado porque tinha muito preconceito da psiquiatria, para mim era o fim da linha, estava admitindo que era louca e sem controle das minhas emoções. Com o tempo senti até vergonha de ter pensado desta forma, vi que era um tratamento como qualquer outro”.

VPP, 22 anos Do lar 13 de março de 2017

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“Meu avô se suicidou quando meu pai tinha apenas 14 anos e eu nunca tinha entendido esse fato. Só tive a verdadeira compreensão quando fiquei tão deprimido que pensei também em acabar com minha vida, mas graças a Deus vivo numa época que tenho acesso a tratamento e sei que isso é uma grave doença, levo a sério meu tratamento”.

JBS, 43 anos Contador 13 de março de 2017

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“Quando o neurologista me pediu para procurar um psiquiatra não acreditei, achei um exagero. Somente depois que melhorei do quadro depressivo que me dei conta de como estava mal fazia tempo. A gente vai tentando se adaptar aos sintomas depressivos, quando vê já não percebemos que estamos doentes”.

ACV, 32 anos Engenheira química 13 de março de 2017