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Desmistificando a psiquiatria

Psiquiatria é a área da medicina que trata os transtornos mentais. Por muito tempo essa área de atuação foi estigmatizada como uma área que tratava “loucos ou desajustados”. Isso ocorreu devido à falta de conhecimento da população em geral da área e possivelmente, ao limitado arsenal de tratamento farmacológico da época, onde o foco da psicofarmacologia era para quadros mais graves, como as psicoses.

Com o evoluir da psicofarmacologia, que trouxe tratamentos mais eficazes pela especificidade e ampliação de possibilidades, além do aprimoramento e precisão na classificação das diretrizes diagnósticas, hoje temos uma psiquiatria mais abrangente e com tratamentos farmacológicos mais eficazes, específicos e com menos efeitos colaterais.

Atualmente nos encontramos numa fase em que o conhecimento sobre os transtornos psíquicos tem sido ampliado, divulgado e debatido pela mídia e redes sócias, trazendo um novo olhar para a Saúde Mental.

Conceber o indivíduo em sua forma essencial, como um ser complexo, individualizado e inteiro, faz com que seja necessário um tratamento integrado com outros profissionais da área da saúde mental, visando o reestabelecimento de sua saúde mental e bem estar.
Deixo aqui depoimentos de pacientes que quiseram contribuir para a campanha deste site para desmistificar a psiquiatria.

Depoimentos

VBN, 44 anos, professora universitária e escritora
20 de abril de 2020
    

“Ter que fazer tratamento em psiquiatra seria assinar atestado de que não deu conta dos problemas da vida, era incapaz, que jamais teria legitimidade para se colocar em certos debates, cargos e situações. Buscar essa especialidade seria sempre ser entendida como aquela pessoa que “não bate bem da cabeça” e não devemos dar muita credibilidade: é doida e fraca. Assim foi a educação recebida em casa e reforçada no convívio social. Essa visão destorcida e alguns outros fatores me fizeram evitar a busca de tratamento para depressão. Tal qual uma gripe mal curada o não enfrentamento de nossas doenças psíquicas, não compreensão que são de fato doenças e não meramente fraquezas comportamentais, geram problemas maiores e mais delicados de lidar – prolongam sofrimentos.  A depressão somou-se às crises de ansiedade e complicações culminaram em transtorno do pânico e agorafobia.  Quando percebi que me perdi de mim, somente no auge das crises, é que me senti na obrigação de buscar tal tratamento e auxílio adequado com especialista em psiquiatria e deixar de fazer consultas em outras especialidades. Com o despertar, o despojar desse preconceito e o objetivo de me curar percebi o quão desnecessário é se envergonhar de fazer tratamento. Percebi, paulatinamente, que fazer o tratamento não era uma derrota, mas, para além da necessidade era sabedoria e amor próprio.”

Ana C C S
19 de setembro de 2017
    

" Em 2016 tive um câncer linfático e meu objetivo era ficar bem emocionalmente durante o tratamento e curada o mais rápido possível. Assim procurei ajuda na psiquiatria, sem preconceitos. Fiz os tratamentos, desde então, e já estou curada do Linfoma e equilibrada emocionalmente.
Agradeço a Deus e aos médicos que tanto me ajudaram."

J.C.M.S
24 de abril de 2017
    

Para decidir procurar ajuda de um profissional psiquiatra, é preciso a priori desprendimento. Desapegar-se dos conceitos e preconceitos enraizados em nossa mente deturpada por influencia de uma sociedade quase que doentia e escravizadora como a atual. Mas, quer queiramos ou não, é inseridos nessa sociedade que vivemos nossas experiencias sociais, profissionais, culturais e etc. Para viver bem precisamos encontrar o nosso equilíbrio físico, mental, espiritual e psicológico. E quando perdemos esse equilíbrio por uma razão ou outra é que corremos um sério risco de entrar em depressão. Precisamos então procurar ajuda de um profissional psiquiatra que sempre pode e vai nos ajudar muito, nos aliviando esta dor terrível provocada por uma depressão. Havia vinte anos atras resolvi procurar um psiquiatra para me tirar de uma forte depressão. Ainda hoje faço uso desse recurso, e fico feliz por poder contar com o auxilio de uma psiquiatra para me ajudar a me entender comigo mesmo!

M.A.T 49 anos – Professora
24 de abril de 2017
    

Quando fui diagnosticada com pânico e depressão fiquei chocada, procurar ajuda de um psiquiatra nem pensar! Quanto preconceito e falta de conhecimento. Depois de lutar por anos com muitas crises, resolvi buscar ajuda e fazer um tratamento, como foi bom recuperar minha capacidade para o trabalho, ter minha alegria de volta, me arrependi de não ter procurado ajuda antes.

Minha avó não teve essa oportunidade e por isso tirou a própria vida. Sou grata a Deus por poder ter acesso ao tratamento e viver bem.

T.P.G, 32 anos, Administradora de empresa
10 de abril de 2017
    

Quando procurei tratamento psiquiátrico tinha muito preconceito, mas tive que vencê-lo. Quando comecei a melhorar usando as medicações todos me diziam para parar porque só dependia de mim. Fiz isso, parei e o quadro voltou piorar. Engraçado ninguém fala para um diabético ou cardiopata que só depende dele. A depressão é uma doença como qualquer outra.

S – 80 anos
6 de abril de 2017
    

Até que enfim, depois de muitos anos em tratamento com neurologista, um deles me aconselhou a procurar um  psiquiatra.Até 1979 quando perdi o meu filho mais velho com 22 anos assassinado num assalto eu não sabia o que era depressão e sofrimento na minha vida. Nunca mais consegui dormir e  a vida  para mim estava acabada apesar de ter 3 filhos menores para cuidar. Achei que estava  ficando louca de tão mal que sentia. Procurei tratamento e agora depois de 2 anos de tratamento estou me sentindo melhor.

FKS, 40 anos, jornalista
13 de março de 2017
    

“Até hoje não conto para ninguém da família ou do trabalho que faço tratamento para bipolar, pois acredito que as pessoas não tem esclarecimento suficiente sobre o assunto e podem me julgar.  Mas o mais importante é que estou bem e minha vida melhorou muito após eu aceitar o tratamento, não quero ter recaídas nunca mais”.

VBG, 23 anos, estudante de direito
13 de março de 2017
    

“Tenho TOC desde os 10 anos de idade, mas meus pais sempre foram contra medicações ou tratamentos psicológicos. Durante a faculdade isso se agravou muito, até eu não conseguir mais sair de casa e reprovar o ano, foi então que superamos o preconceito e fomos procurar tratamento. Hoje estou bem controlado, mas acho que se tivesse procurado tratamento antes não teria sofrido tanto.”

JCV, 41 anos, médico
13 de março de 2017
    

“Sempre soube que havia algo muito grave no meu humor, mas fui tentando esconder de todos, até que não suportei o falecimento da minha mãe, aí não consegui segurar mais, me afundei numa depressão profunda e resolvi procurar ajuda, devia ter feito isso muito antes”.

MVP, 40 anos, gerente de banco
13 de março de 2017
    

“Sempre gostei do meu trabalho, tinha muito orgulho dos meus excelentes resultados, e de repente passei a ficar insegura,  ansiosa o tempo todo, já não conseguia dormir, até que passei a ter crises de ansiedade pela manhã e não conseguia mais ir trabalhar, quase pedi demissão. Fiz tratamento e ainda bem que não fiz essa besteira, eu estava doente e não sabia”.

CBT, 32 anos, administradora de empresa
13 de março de 2017
    

“Senti muita culpa por não estar feliz quando minha filha nasceu, foi tudo tão desejado, ela era perfeita e porque eu estava me sentindo tão mal? Felizmente minha cunhada percebeu que era depressão pós-parto e deu tempo para me tratar e curtir minha filha”.

JCB, 22 anos, estudante de arquitetura
13 de março de 2017
    

“A primeira vez que tive Pânico achei que ia morrer, ia várias vezes ao PA, muitas vezes de madrugada, fui ao cardiologista, pneumologista, neurologista, não tinha ideia que era um problema psiquiátrico, minha vida virou um inferno, não saia mais de casa, foi um grande alívio quando o tratamento deu certo.”

VPP, 22 anos, do lar.
13 de março de 2017
    

“Chorei muito na minha primeira consulta, em parte porque estava depressiva e por outro lado porque tinha muito preconceito da psiquiatria, para mim era o fim da linha, estava admitindo que era louca e sem controle das minhas emoções. Com o tempo senti até vergonha de ter pensado desta forma, vi que era um tratamento como qualquer outro”.

JBS, 43 anos, contador
13 de março de 2017
    

“Meu avô se suicidou quando meu pai tinha apenas 14 anos e eu nunca tinha entendido esse fato. Só tive a verdadeira compreensão quando fiquei tão deprimido que pensei também em acabar com minha vida, mas graças a Deus vivo numa época que tenho acesso a tratamento e sei que isso é uma grave doença, levo a sério meu tratamento”.

ACV, 32 anos, engenheira química.
13 de março de 2017
    

“Quando o neurologista me pediu para procurar um psiquiatra não acreditei, achei um exagero. Somente depois que melhorei do quadro depressivo que me dei conta de como estava mal fazia tempo. A gente vai tentando se adaptar aos sintomas depressivos, quando vê já não percebemos que estamos doentes”.